Enviaria minha orelha.

Então, você conta os meses, semanas, dias, horas! Chegou…  e logo se vai. É incrível a facilidade da vida em nos fazer passar lentamente pelos momentos tristes, parecendo que nunca terminam e rapidamente pelos melhores momentos dela. Então você volta a sua rotina: casa, trabalho, casa, mercado, vai ao mercado, com a cabeça nas nuvens. Nem pensaria em ir em qualquer outro dia, alias, há poucos lugares melhores no mundo que seu quarto, sem ninguem por perto. Então, descobre que a luz do banheiro parou de funcionar e você se obriga a ir, porque afinal, tem medo de tomar banho no escuro. Sim, quanto mais velho ficamos, mais medos temos. Meu medo de hoje será ficar nú num chuveiro, com receio que saia um monstro do ralo do banheiro. The pubic hairs monster. Neste momentos, sinto inveja do Esperidião Amin. Ele jamais teria problemas com tal monstro.

 

No mercado, pensa em tudo, nos dias que passaram, e em quantos outros logo serão. Escolhe os produtos. No fundo, nem da mais atenção ao que pega. Aquela mesma sacola básica de ice tea, sim, voltei ao vício, energético, sim, preciso de um “ânimo” engarrafado, salada, sim, apenas para eu pensar que sou saudável, pão, biscoitos, e muitos pensamentos dispersos. Tão dispersos que assim que chega em casa, vai-se ao banheiro e… o medo do monstro do ralo não foi embora. Apenas fortaleceu. São oito da noite, de um sábado. Até segunda feira, ele estará habitando no escuro.

 

Lembrei de algo interessante para compartilhar. Na minha volta para cá, esqueci meu cartão do banco na máquina de comprar bilhetes do trem. Nem percebi. Cabeça nas nuvens, aquele estágio letárgico de horas de vôos, horas de trens, horas de espera e apenas pensando em mais meses de verdadeira espera. Então, vendo os emails, recebo um dizendo do meu EC Cart. Quase aperto spam. Apenas para clarificar: EC Cart é o cartão de débito daqui. Normalmente vais pagar alguma coisa e perguntam se vai ser com EC Cart ou dinheiro. Alias, aqui dificilmente vais encontrar alguma loja que venda com cartão de crédito. Então, voltando ao foco, recebo o email de um cara falando que achou meu EC Cart e iria me devolver. O email tinha até fotos do meu cartão. Imaginei algo meio van Gogh, onde ele mandaria um pedaço do cartão por carta. No fim, apenas uma troca de emails, conversa por telefone, hoje de manha o cartão chega. Agora a questão é: como irei agradece-lo? Poderia mandar uma garrafa de vinho por email ou depositar 10 euros na conta. Mas sinceramente não sei como fazer. Talvez eu mande uma orelha. Melhor não, pode pensar que estou apaixonado por ele.

 

Queria falar algo engraçado da Alemanha, ou como as ruas estão bonitas, cheio de verde, flores, como eu acredito que as pessoas estão indo as ruas caminhar e passear. Poderia falar algo do doutorado, que eu deveria estar neste momento fazendo uma apresentação para semana que vem. Poderia falar que voltei a jogar Diablo 3 por duas horas e achei que o jogo está muito bom. Poderia falar que JAMAIS, JAMAIS, JAMAIS MESMO, pegue remedios achados na rua e guarde-os no seu bolso. Se achares remédio no chão, deixe-o lá. Melhor lá, do que ser o motivo de dois dias semi-acordados. Digo que foram os remédios errados, porém, no fundo, acho que estou apenas numa vibe “The National” ~boy draws wings on everything.

 

E agora estou em casa, dez e meia da noite, escrevendo e viajando. Logo ei de abrir o power point e fazer aquela grandiosa apresentação. Talvez eu faça os exercícios de modeling cell fate, ou escreva mais coisas. No fundo, acho que farei tudo isso, apenas para ver se o tempo passa mais depressa. Acho que irei mandar minha orelha, pelo menos será mais interessante que estes textos. Minha única dúvida: DHL express ou carta comum?

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Alles ist wieder hin!

O texto anterior ficou uma droga. Parece um garotinho chorando para a mãe que não tem nada para comer, enquanto a geladeira esta cheia de sobras do almoço anterior. Queria saber escrever melhor. Sem dúvida, meu grande triunfo na arte da escrita ocorreu em 1995, quando meu poema “O Amor é Sempre Vencedor”, foi o escolhido pela minha professora para eu apresenta-lo num “festivál de poesias” da escola. Hoje, analisando aquele evento, percebo porque jamais arranjei uma namoradinha naquele colégio.

O tempo passou, queria escrever um texto legal sobre a Alemanha, cheio de gráficos, cores, umas nativas usando trajes típicos e carregando canecos de chop, umas fotos de linguiças e no fim uma foto da linda Agela Merkel no Bundestag falando para a Grécia chorar menos e trabalhar mais. Algo bem sutil, sem sentimentos, e portanto, germânico. Porém, a minha veia latina, meu sangue Fernandes, não me permite tal proeza. Leio um artigo sobre cancer, ou melhor, faço um trabalho analisando dados de cancer de mama e fico triste porque penso nas pessoas que sofreram e ali são apenas números. “Cada linhazinha é uma pessoa, e se na última coluna tiver o valor “1” ao invés de “0”, significa que o cancer venceu”. Alias, acho que nunca escrevi o porque de não ter feito biologia, além do curso no Brasil ser voltado a analisar a vida sexual de formigas e como os flamboyant estão absorvendo o lugar da vegetação nativa. O motivo é simples: matar ratinhos. A triste e comovente cena de ver ratinhos sendo mortos me salvou de uma vida alegre, regada a bebidas, idas ao buteco e fumar maconha no meio do mato, para hoje ter uma vida trancado no apartamento, contando os dias para viver o doce e amável amor em Blumenau (okay, exagerei no texto anterior, mas a saudades é forte), e ficar se lamentando enquanto analizo os dados que tenho que trabalhar.

Cansei, vou falar de coisa boa. Acho que a melhor coisa que aconteceu na Alemanha foi que o disco novo do Heino esta em 1° lugar entre os discos em mp3 mais vendidos da Amazon:

Sim. Heino é pop. Já não gostava mais dele desde que fui em sua festa de aniversário para cumprimenta-lo pelo sucesso extrondoso que ele possui na Vila Itoupav em Blumenau, e ele me recebeu com um bafo de schnaps, não tirou uma foto direito comigo e nem autografou minha camiseta com a foto dele. Então Heino, você é um boboca! Não comprarei o seu cd, irei piratea-lo! Alias, o cd é bem legal, tem Heino cantando Die Sonne do Rammstein! Ah, eu não irei comprar, mas se você quiser adiquirir esta preciodade, que considero sem dúvidas, o melhor lançamento na Alemanha desde a 9° Sinfonia de Beethoven, o link é este:  http://www.amazon.de/freundlichen-Grüßen-Bonustrack-exklusiv-Amazon/dp/B00B5OSIB8/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1360549020&sr=8-1

Alias, o album tem 4.5 estrelas! Ou os alemães estão ficando sarcásticos, ou surdos, ou eu não entendo nada do bom gosto germânico. Alias, jamais confie no bom gosto de alguem que acha que meias pretas combinam com tenis esportivos.

Por isto, Termino este texto com uma frase linda e memorável:

“Caramba, Caracho, ein Whisky, Caramba, Caracho, ein Gin
Verflucht, sacramento, Dolores, und alles ist wieder hin” (Heino)

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Old habits die hard

Então, você passa quarenta dias de puro amor no calor Blumenauense (saudades), chega no aeroporto, pega o trem que era para demorar uma hora e meia e no fim demora 4 (“Deutsche Qualität”), chega na sua linda cidade e a primeira coisas que se vem a cabeça é “Porque não morro logo” é porque algo esta nas suas relações pessoais, trabalho, sentimentos, alimentação, ou apenas no seu save do Skyrim que insiste em não carregar quando tudo que você precisava era matar uns dragões singelos, estão errados. Alias, chegando aqui você esquece o que são relações pessoais, sentimentos, e percebe que não morre logo, porque já estás completamente morto por dentro. Alias, minha “vibe” aqui é meio Jesus, fico morto por alguns meses aqui, ressucito quando viajo para o lindo e amoroso calor Blumenauense, e na viagem de volta é quase um self-velório, aquele sentimento de ser um figurante no The Walking Dead.

Chegar num país frio e chato como a Alemanha após viver quarenta dias de puro amor no calor de Blumenau (Sim, repetirei isso a vontade neste texto) é um choque de realidade. É basicamente você esta na melhor festa da sua vida, naquele momento que o alcool, companhias e lugar estão em perfeita sincronicidade (Aummm), e de repente, você dorme, acorda, e a ressaca é horrivel. Pelo menos para ressaca, você pode vomitar, regurgitar o alimento do dia anterior, tomar banho, chorar em posição fetal em baixo do chuveiro, reclamando e jurando que nunca mais fará isso, mas sabendo que no dia seguinte tudo estará melhor. Porém, quando se esta na Alemanha, a previsão máxima de temperatura em Fevereiro é de menos cinco graus, chorar em posição fetal não te ajudará em nada, apenas em sujar teu travesseiro, ter que leva-lo a lavação onde deve estar muito frio e passar vergonha na frente da namorada pelo Skype, dizendo que estava pensando num gatinho atropelado.

Não que eu não goste daqui, realmente gosto do meu trabalho, acho que é a única outra coisa que realmente gosto daqui além dos ice tea da Pfanner. O problema é que diabetes é um mal, obesidade é mal, tetinhas é um mal, e dois litros de ice tea por dia é a causa de toda maldade neste meu mundo de obesidade, então, novamente, estou tentando me desintoxicar deste vicio sinistro e profano. Porém este não é´o problema, o problema mesmo é ficar quarenta dias de puro amor em Blumenau (saudades) e o maior calor humano que se obter aqui é abraçar seu computador enquanto conversa com a namorada. Olha… sinceramente não lembro de nada mais próximo que um “Gute Morgen” a pelo menos dois metros de distância de algum sujeito.

Tenho uma confisão a fazer. Não estou mais indo ao Zumba. Depois de quarenta dias de puro amor no calor de Blumenau (saudades daquele suorzinho maroto, suor arte, suor de várzea que escorria sem motivos), não vejo sentido em sair de casa a temperaturas negativas para ir num lugar e absorver um pouco de um estereótipo latino, dançando junto com moças germânicas na faixa dos 30 a 55 anos que quando observo o rebolado delas entendo o motivo da baixa taxa de fertilidade desta ariana nação. Creio que tenho que começar a parar de falar estas coisas aqui, sei de várias (mentira, uma) jovens que estudam português e acham maneiro entender o que Michel Teló canta, porque convenhamos, nenhum delas ira ler José Saramago no original lusitana, enquanto pode-se cantar “lek lek lek lek (http://www.youtube.com/watch?v=Gjm0OjYnMFI) ” em voz alta, única e resonante no zumba.

Poderia ficar aqui me lamentando do frio germânico, que como sinto falta dos dias de puro amor em Blumenau, mas lembro-me que logo terei que voltar a estudar para uma prova que é daqui a apena  35 dias e caso eu vá mal, serei mandado para a camara de gás, porque… old habits die hard.

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Takeo Ischi – New Bibi Hendl (Chicken Yodeling) 2011

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Zumba.

Aguentei, suportei dores profundas, mas hoje tenho que desabafar. Já escrevi anteriormente, porém não publiquei. Estou aqui para relatar um drama da sociedade alemã moderna: o Zumba.

O Zumba é uma mistura de aeróbica, com músicas latinas, brasileiras, hiphop, música indiana e tudo mais que couber dentro de algum estereótipo grotesco. Relembrando que alemães consideram que a américa latina inteira bebe mojito o dia inteiro e tem-se apenas burritos no almoço (ah, no Brasil é só capirinha e banana e feijão), o Zumba é a combinação perfeita de mentes perversas em querer chacoalhar suas bundas flácidas ao som de qualquer música que induza a sensação de multi-culturalidade. Porque alemão chique é viajado e conhecedor de todas as questões do mundo. Mas ouvir Rammstein que é bom, nada!

E hoje eu vi a dor, senti o desespero e não consegui gritar.

Normalmente suporto a dor de ver bundas que não conseguem mexer ao ritmo da música, o uso desenfreado de meias pretas com combinação de trajes de ginástica multi-coloridos, e coreografias que não fazem o menor sentido estético ou musical. Tudo bem, não posso culpar os alemães pelo seu senso musical, onde as rádios ainda tocam born to be wild como um grande lançamento. Considerando que o último grande sucesso musical alemão data o ano 1824, no lançamento da aguardadíssima Nona Sinfonia, por Beethoven, posso apenas afirmar que as perspectivas futuras são alarmantes.

Então, hoje, eu, rapaz jovem, destemido, cheio de requebrado no meu sangue latino, fui para a minha humilde aula de zumba. Após aproximadamente 25 minutos da aula, uma música que remetia uma música de capoeira deu-se inicio. Logo depois, a música mudou de ritmo, e uma voz estilo Kelly Key começou a cantar frases em português incompreensíveis aos meus ouvidos treinados pelo melhor de Machado de Assis lidos pela minha mãe e versos de drummond recitados por ele. Porém, o que é ruim, pode piorar. Quando a Alemanha invadiu a Polônia, devem ter pensado: Opa, vamos piorar, vamos invadir a França! E com este pensamento, colocaram um remix de funk que remete a belíssima musicalidade e poesia campestre de “créu!”. Então, por incontáveis minutos, que na minha pura e singela mente doeu como fossem eras, fiquei tentando acompanhar a grotesca coreografia e imaginando-me num puro livre de dor. Sobrevivi.

Porém, o que é ruim pode piorar: “Invadimos a Europa inteira, vamos começar a queimar pessoas!” Então, duas musicas depois, começou um berimbau, naquele ritmo profano de “ererereiiii, erererereiii… erererereiiii, ererereiiii”, e começaram movimentos estilo de capoeira. Tentei resistir, tentei sorrir, tentei pensar num filhotinho de beagle fofo mamando nos seios maternos, pensei, lutei, e falhei. Trinta segundo depois, abaixo-me, recolho meus pertences, e com uma lágrima escorrendo em meu rosto (talvez fosse apenas suor mesmo), deixo a aula.

Amanha estarei de volta, e lutarei com mais força.

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Guia de sobrevivencia para o inverno germanico.

Então, o auge do verão já passou e the winter is coming. Não irei mentir: inverno na Alemanha é um saco. Já passei por dois invernos aqui, porem neste, pretendo fugir para as terras calientes brasileiras durante boa parte da era glacial.

Apenas para relembrar: ano passado, me mudei para a cidade de Saarbrücken no início do último Novembro. Então, emprego novo, sem amigos (okay, já não tinha muitos amigos em Karlsruhe), sem diversão, sem conhecer nada da cidade, muito frio e com pouco dinheiro. Foram meses difíceis. Incluindo ótimos dias em que a temperatura chegou a -15°. Fazer xixi na rua: suicídio pêniano (isso se conseguir encontra-lo, já que com este frio, sentia inveja de David). Porém, sobrevivi, e algumas lições carregarei comigo:

Encontre uma atividade para fazer em grupo. Descobri meio tarde, já em fevereiro ou março, o Zumba. Digamos que é uma maneira de fazer de conta que estais num país divertido, com música ruim e que todos gostam de dançar.

Meias. Tenha meias. A técnica do sanduiche de meia: social, branca, social funciona nos piores dias. Alias, descobri porque alemães tem uma tara sexual por meias pretas: elas NUNCA ficam sujas. (Chulé é lenda.)

Compre um video game. Skyrim, te amo. Lá fora faz -12°, você não vai querer sair de casa por nada. Skyrim + Internet: sobrevivência.

Aprenda a encomendar pizza pela internet. A maior invenção da humanidade não é o disk-pizza, mas a o web-pizza. Comprar comida quente, sem haver contato humano, é uma das maiores dádivas do mundo moderno.

Vá para a academia. Normalmente tem ice tea ou algum tipo de gatorade ad eternum e depois do 6° dia em casa sem sair, vais perceber que é importante deixar as janelas abertas, e você não vai querer estar em casa neste momento.

Não espere conseguir fazer amigos tão cedo. E 90% dos amigos, irão embora no fim do semestre de verão. Óbvio, as aves inteligentes migram no inverno. Ou seja, prepare-se para um delicioso e solitário inverno regado a muito skyrim (ou o jogo da moda), pizza, ir à academia para recarregar a garrafinha de icetea e meia com chulé.

E por fim, como bom blumenauense, uma caixinha de fluoxetina sempre ajuda.

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Só compro no ALDI.

Estou pensando em mudar o nome do blog para “Só compro no ALDI”.

Explico: Aldi é uma rede de supermercados alemã. O grande diferencial são os preços, realmente baixos e produtos bons. A questão é que por causa do preço, há um certo preconceito, especialmente de mim, garoto criado a leite com pêra comprados no Angeloni. Aqui perto da minha humilde residência, tem um centro de compras, que nada mais é do que dois supermercados, uma padaria, um cabeleireiro, um fisioterapeuta (pelas figurinhas acho que é isso), e uma academia de ginástica. Os dois mercados citados são o Aldi e o Rewe. Eu sempre vou no Rewe, tenho cartão de cliente, é um mercado maneiro, tem mais opções que o Aldi, o preço é maior, mas existem dois motivos que me levam a fazer minhas compras lá: eram meu preconceito de um rapaz que ia no Angeloni em Blumenau, e o fato deles venderem ice-tea, coisa que não ocorre no Aldi.

Explico (2): Já tentei me viciar em: (a) alcool, mas não curto ressaca e ficar com sono, (b) chocolate, mas isso é coisa de gordo, não para um futuro modelo da Calvin Klein, (c) maconha, mas novamente, da sono, e (d) cigarro, mas não consigo tragar sem tossir. Há um tempo, conheci o Ice-tea, lembro-me do lipton de pêssego, seu perfume e seu sabor, nada melhor. Hoje, não importa a marca, tipo ou modelo: lipton, mate-leão, pfanner, gosto de todos e poderia viver só disso. Acredito que o vício seja ligado ao açúcar. Há duas semanas atrás, fiquei 5 dias sem beber nenhum, resultado, fiquei com as mão tremendo e só passou após o primeiro gole. O Aldi vende ice-tea, mas juro, um tang sabor pêssego é melhor. Desta forma, frequentar tal supermercado seria apenas uma dolorosa ação a ser feita duas vezes por semana.

Então, como um sonho, apareceu uma mensagem em minha frente, acompanhado com o valor calórico de cada garrafa (22cal/100mls) e um simples cálculo matemático: uma garrafa, 300 calorias. Uma por dia, sete por semana, 2100 calorias. Jamais conseguirei ser modelo da Calvin Klein desta forma. É, forma no sentido figurado e na forma de gordo também. Eu ei de abandonar este vício ingrato. Jesus, Buda, Krishna, e meu filtro de água estão comigo no abandono do ice tea e suas tenebrosas calorias. Desta forma, frequentar o Aldi, que também significa Albrecht Discounts, não serei importunado por lindas embalagens de ice-tea gritando “kauf mir!” e terei uma variedade de produtos lights. Concluo, que tudo foi uma mensagem dos céus para que eu economize dinheiro, largue meu vício barato e banal, e volte a comprar produtos escolhendo-os pela embalagem sem saber nada do seu conteúdo, tudo devidamente planejado pelo God Almighty, para que num dia, eu consiga estampar grandes painéis usando apenas cuecas.

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